É comum que muitos professores fiquem perdidos no momento da aposentadoria, tendo em vista a complexidade das nossas regras previdenciárias e as características próprias das jornadas de trabalho desses profissionais.

Vamos falar abaixo sobre 4 dicas fundamentais para você, professor, ter uma aposentadoria mais vantajosa.

1) Saber o tempo de contribuição em cada Regime de Previdência

Vamos lá, primeiro de tudo, o professor precisa saber exatamente quanto tempo possui em cada regime previdenciário, haja vista que é frequente que o professor tenha ao mesmo tempo um vínculo no serviço público (por exemplo, em escolas municipais e estaduais) e um vínculo na atividade privada (por exemplo,  em escolas particulares, universidades, cursinhos, etc).

Essa dica pode parecer simples, porém existem muitos professores que não sabem ao certo quanto tempo de contribuição possuem em cada regime de previdência, o que dificulta o planejamento da aposentadoria.

Para saber o tempo de contribuição no INSS, basta o professor acessar o seu extrato previdenciário CNIS, que pode ser retirado no site do INSS (clicando aqui).

QUER SABER O PASSO-A-PASSO PARA RETIRAR O SEU EXTRATO CNIS? CLIQUE AQUI!

Já para saber quanto tempo o professor possui no Regime Próprio é necessário solicitar ao setor administrativo o histórico funcional para saber exatamente o tempo de contribuição computado naquele regime.

2) Efetuar o Planejamento de sua Aposentadoria para aproveitar melhor o tempo de contribuição

É muito comum que os professores quando percebem que já preencheram os requisitos para a aposentadoria irem diretamente ao órgão previdenciário requerer o benefício, porém esta prática pode ser prejudicial para se ter uma aposentadoria mais vantajosa.

Como dissemos anteriormente, a profissão do professor têm algumas peculiaridades, como a possibilidade de ter 2 vínculos de trabalho ao mesmo tempo.

Assim, caso o professor contribua para 2 regimes previdenciários diferentes, como Regime Próprio (como servidor) e INSS (como empregado) o professor poderá ter 2 benefícios de aposentadoria, um em cada regime, porém nem sempre isso é vantajoso. Por isso é importante buscar um advogado previdenciarista para elaborar um planejamento previdenciário dentro das regras de cada regime.

O Planejamento Previdenciário nada mais é do que planejar a aposentadoria, simulando o benefício nas regras existentes no INSS ou no Regime Próprio, com o intuito de analisar qual é a melhor e mais rentável modalidade de aposentadoria.

Por isso, montamos o Guia Prático: Planejamento Previdenciário – Descubra como obter um benefício mais vantajoso! O Guia pode ser baixado gratuitamente, clicando na imagem abaixo, para lhe auxiliar na conquista da tão sonhada aposentadoria. Baixe Agora!

3) Averbação do Tempo de Contribuição

Além disso, é importante que o professor saiba que é possível, caso não tenha o tempo de contribuição suficiente para a requerer a aposentadoria em cada regime, efetuar a averbação de períodos de contribuição, com o intuito de aumentar o tempo de contribuição no regime escolhido para requerer o benefício.

Vamos citar um exemplo para facilitar a compreensão.

Imaginamos que uma professora antes de ser aprovada em concurso público passa 10 anos na iniciativa privada exercendo o magistério e contribuindo para o INSS. Após ingressar no serviço público, contribui por mais 15 anos para o Regime Próprio. Esta professora poderá assim requerer a aposentadoria, averbando no Regime Próprio os 10 anos de contribuição do INSS, totalizando assim 25 anos de contribuição.

No exemplo acima, caso a professora não faça a Averbação dos 10 anos de contribuição que possui no INSS no Regime Próprio, ela terá que continuar a contribuir por mais 10 anos no serviço público para requerer a aposentadoria com proventos integrais.

Assim a averbação do tempo de contribuição advindo de outro regime previdenciário é possível e pode ser feito pelo servidor público ou segurado do INSS com intuito de aumentar o tempo de contribuição e evitar que o professor trabalhe bem mais do que o necessário para se aposentar.

4) Complementação da Aposentadoria

Muitos professores não sabem, mas é possível requerer judicialmente um complemento na aposentadoria para professores que ingressaram no serviço público até 31/12/2003 e que são vinculados a municípios sem Regime Próprio.

Isso acontece, pois esses professores possuem o chamado “direito a integralidade de vencimentos”, que nada mais é do que a garantia do servidor em se aposentar com o mesmo vencimento que recebia na atividade.

Desta forma, se o professor é vinculado a município sem Regime Próprio ele automaticamente é filiado obrigatório do INSS, e no momento da aposentadoria o seu benefício ficará limitado ao teto de benefícios.

Aí começa o problema, pois se o servidor que ingressou no serviço público até de 31/12/2003, ou seja, que tem direito a paridade e integralidade de vencimentos, e é vinculado a Município que não possui RPPS, mesmo que receba R$ 10.000,00 na ativa, quando se aposenta pelo INSS acaba tendo seu beneficio limitado ao teto do INSS, que atualmente é de R$ 5.839,45, ou seja, o servidor terá um baita prejuízo, pois não terá direito a integralidade de vencimentos.

Assim, o professor que se enquadra nessa situação pode solicitar o complemento de sua aposentadoria em face do Município do qual se aposentou, para receber a diferença entre o teto do INSS (R$ 5.839,45) e o salário que o servidor recebia na ativa, respeitando assim o direito a integralidade de vencimentos que esse servidor faz jus.

Regras de Transição – Aposentadoria dos Servidores Federais
Contato com pacientes em isolamento dá direito a insalubridade em grau máximo

Últimas postagens

Quer saber mais sobre o seu direito previdenciário?

Tire suas dúvidas com a gente!

Menu